terça-feira, 5 de abril de 2016
A crise e os corretores de imóveis
Hoje quando entramos nas redes sociais, o que mais vemos são postagens sobre a crise política e econômica que assola nosso país.
E, é claro isso tem refletido e muito na atuação de corretores de imóveis...
É muito comum ouvir: mas e a crise? O que posso fazer? Estou sem vender! Com essa crise não posso fazer nada! Culpa da crise! Ninguém quer comprar...
Vemos notícias como o prejuízo de grandes empresas imobiliárias como a Lopes, por exemplo... Construtoras com um monte de imóveis parados... pessoas tentando repassar o imóvel que compraram na planta, pois não conseguem financiamento...
Tudo isso reflete negativamente até mesmo na vontade de trabalhar, com toda perspectiva negativa, fica difícil ter ânimo para trabalhar. Mas se analisarmos por um instante que já ocorreram outras crises no setor, e a observarmos, vamos notar que existe um padrão cíclico e que o mercado imobiliário possui uma tendência à recuperação. E é baseado nisso, que o profissional pode aproveitar para caprichar no estoque, negociar os valores, verificar a documentação, deixar tudo pronto para o momento que a fase mudar. Não é hora de desanimar, e sim, hora de "plantar".
Além do que, tenho a percepção, que imóveis com condições alinhadas à realidade: preço, estado, documentação - continuam sim, sendo vendidos. Principalmente voltados a público residencial, que invariavelmente realizam a compra para morar.
Nas crises sempre tem uma oportunidade: por exemplo: aumentou e muito o número de locações!
Portanto, nós corretores temos muito trabalho a fazer... Nosso cliente pode até nem perceber que precisa de nós, mas este é o momento para agregar valor ao seu trabalho e demonstrar ao cliente o quanto nosso trabalho pode fazer a diferença, à medida que você pode deixar o imóvel prontinho para ser vendido!
Consultoria jurídica: www.lfgodoadvocacia.com
COnsultoria imobiliária: wwww.imoveisboutique.net
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Pra quê eu preciso de um corretor de imóveis?
Atualmente no cenário do mercado imobiliário, vemos um número crescente de aspirantes a corretores, iniciar na profissão sem a clareza do que consiste a profissão.
Quem já comprou um imóvel, provavelmente já foi atendido por um corretor; no caso de lançamentos, o que parece óbvio para o cliente é a presença do profissional do stand de vendas; a maioria esquece de procurar por aquele corretor que entregou um panfleto ou fez a abordagem em outros locais e de outras formas; ou compra com auxílio da internet, chegando ao plantão já atendido por outro profissional. Neste caso, parece natural ter um corretor, mesmo que seja on line. Mas, e no mercado de terceiros? O que percebemos é que hoje, a maioria dos imóveis estão de alguma forma anunciados nas mídias de internet; inclusive com os endereços, tornando relativamente fácil, dispensar o profissional para chegar até o imóvel... se fosse esse o trabalho do corretor, a profissão seria rapidamente extinta, pois quem iria querer pagar 6% de comissão apenas para ser apresentado a um imóvel, tendo recursos para conseguir sozinho? Conhecer todos os imóveis da sua região, parece importante; porém o cliente em sua busca se torna um especialista no que procura; e dificilmente um corretor terá mais conhecimento neste sentido do que ele, já que conhecerá diversos perfis diferentes de imóveis e não apenas um. Novamente, sob esse aspecto a profissão tem poucas chances de agregar importância e se estabilizar.
Diante disso, é necessário adotar uma postura diferenciada e apostar no modelo de consultoria. Fugir de "receitas de bolo" do tipo: "5 dicas para vender mais..." E, de fato se comprometer com aquilo que é importante: A necessidade do seu cliente; ouvi-lo atentamente, propor ações para atendê-lo, cumprir os combinados, estar perto, dar feedbacks constantes. Isso para começar.
Sim, é trabalhoso ser corretor, ser consultor... é necessário estudar, pensar, estrategiar... afinal, são 6% de negociações de valores sempre, seja qual for o padrão, salvaguardadas as proporções, de valores altos.
E, não basta só ouvir o cliente, é necessário fornecer informações exatas, checadas e com fontes confiáveis - tais como um advogado especialista em Direito Imobiliário, orgãos públicos.
Pois, para o cliente chegar ao imóvel não é difícil - quase sempre não confia nas orientações de imobiliárias e corretores, vendo a necessidade de contratar um advogado, ainda que sem especialização na área, o que é um risco para a negociação e para o próprio cliente; que pensando em se proteger, muitas vezes vai descobrir o problema muitos anos depois, ou simplesmente o advogado, diz: tem problema (qualquer que seja - mesmo que simples de resolver) não compre... e o cliente, se vê obrigado a procurar um imóvel 100% seguro... o que cá entre nós, não existe - nem mesmo lançamentos!
Portanto, corretores, vamos arregaçar as mangas e produzir um trabalho com qualidade superior e mostrar ao cliente, que conhecemos nossa profissão!
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Parceria entre corretores de imóveis
Atualmente, o mercado imobiliário, demonstra um número crescente de novos corretores de imoveis, no entanto, em cidades como São Paulo, ainda percebemos a defasagem desse profissional, realmente habilitados ao exercício da profissão; em grandes empresas do setor é muito comum a presença de estagiários, chamados novatos; com a finalidade de suprir a carência, porém observa-se uma enorme rotatividade na maioria maciça das imobiliárias de porte médio e grande, explicando a presença constante de muitos novos. Mas o que acontece, com o corretor de imóveis depois que ele teoricamente deixa de ser um aprendiz? Alguns, evidentemente, descobrem que não é o que querem fazer, mas e os outros?
Poderia supor que uma vez que aprenderam, não precisam mais do suporte da imobiliária, e partem para o mercado para "ganhar dinheiro" sem dividir com a empresa; talvez, alguns pensem desta forma; mas em minha, é verdade, muito recente experiência; não é o que tenho visto. Durante a evolução da minha proposta de trabalho, que partiu do que, é claro, já conhecemos, fomos percebendo outras necessidades e ocorreram mudanças, hoje, nesta sistemática, o corretor é de fato autônomo e pronto para assumir e propor parcerias com compromisso; pois, nestes profissionais percebemos uma vontade enorme de fazer "certo", de atender ao cliente de forma completa e responsável, e a percepção de que para fazer isso é necessário uma parceria de verdade, onde divide-se a comissão de modo justo; onde haja acesso a informações para orientar de modo claro, objetivo e coeso todos os clientes - proprietários e compradores.
Percebemos um movimento, ainda tímido, em direção à maturidade profissional, onde todos estarão ligados em prol do negócio, em que corretores atendam de um lado proprietários com orientações completas e responsável e de outro atenda aos compradores de modo justo e informações precisas; onde a negociação ocorra de forma transparente, e a estrutura jurídica seja de fato, focada na solução e concretização da intermediação.
É claro, que ainda há marcas daqueles que passaram, por parcerias desastrosas, onde o mal entendido, as disputas pessoais e rivalidades frívolas; ou salões de venda em que o clima é de "cada um por si", e se facilitar te "passo a perna"; ou que o próprio sistema utilizando da Lei de Pareto, não se importa em colocar 150 pessoas ou mais, para garantir para si, 20 ou 30% de faturamento. Sabendo que alguns venderão enquanto outros não terão nem o que comer, gerando não ambientes competitivos, mas ambientes altamente hostis, onde a parceria torna-se, naturalmente impraticável ou só se for o último recurso. Porém estas marcas, ao serem superadas, são o propulsor para uma competição saudável em parcerias por e em negócios.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
O corretor atual têm competência?
"... os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar." (Roberto Shinyashiki)
Já vi muitos corretores de imóveis justificando porque não vendem... piada né... somos autônomos, a grande maioria maciça não recebe fixo! Por outro lado, vi também muitas imobiliárias colocando metas absurdas, pois pegar o valor da meta e dividir pelo número de corretores - vai fornecer um número possível (isso, se todos vendessem um mínimo, e se o produto (mínimo) considerado existisse na região de atuação da imobiliária...), mas o que faz a imobiliária e cada corretor para de fato estudarem e cumprirem uma meta factível? ???
Nós estudamos o mercado e o comportamento de quase todos os consumidores de tudo no mundo... inclusive de imóveis... mas parece que há excessos de informações e muito pouco aplicado.
Diariamente vejo artigos sendo publicados com dicas e mais dicas... mas na verdade o que falta ao profissional? Pois embora tenha esses artigos, existe uma bibliografia muito pequena sobre o assunto; desconfio que já esteja ocorrendo uma transformação nesta profissão, bem como o modelo atual de empresas imobiliárias,onde será preciso ser, conhecer e encantar com informações fidedignas ao seu cliente. Sob a pena de outro vender no seu lugar... afinal parece mera sorte.
Trabalho com alguns seletos corretores, que entendem, que sendo autônomos, precisam compreender suas limitações e delimitar suas próprias metas de forma a disciplinar-se para alcançá-las e concretizar a venda; onde todos somos uma engrenagem que se complementa, e desta forma está preparada e desenvolvida para atender de forma completa ao nosso cliente. Onde o processo ocorre intimamente ligado, em sinergia; desde a captação do imóvel, sua publicidade, seu estudo (saúde do imóvel e seus proprietários), sua estratégia, a proposta, o jurídico e o pós venda; e o resultado dividido igualmente.
Como diz o Roberto Shinyashiki: "O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros." E, em referência ao modelo de gestão atual no mercado corporativo: "Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira." Refletindo, será que vale a pena ser a "hiena" sorridente do plantão? Ser mais um no meio do aglomerado de corretores, onde o último interesse é capacitar, e desenvolver competências?... Pois na prática é o que se vê: Muitos corretores... poucos competentes... E, a venda continua na maioria das vezes baseada na sorte...
Quero muito pessoas para parcerias, mas quero somente pessoas que queiram desenvolver competência... pois sem vontade de desenvolver e sem competência está cheio lá fora... infelizmente.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Valorize seu trabalho de corretor e receba sua comissão integral
Sob a ótica desta ilustração, refletindo sobre a profissão de corretor de imóveis, cujos recebimentos comissionados são altos, porém quando da efetivação da venda , devemos levar em consideração que isso pode levar alguns meses... E ao contrário do que se pode acreditar, o bom profissional passa horas diárias durante meses se dedicando a várias atividades não remuneradas para chegar ao resultado desejado: A VENDA. Precisará fazer a prospecção de produtos (imóveis), atendimento a interessados na compra, manutenção de anúncios (internet, impressos, placas) e prestar consultoria, informando e orientando tanto possíveis compradores quanto vendedores – sem receber nenhum tipo de pagamento além da possibilidade de “virar” uma oportunidade de “fechar” um negócio, por essas características, o que encontramos na maioria das vezes, são meros oportunistas ou corretores infelizes, sem motivação para aprimoramento e de outro lado clientes insatisfeitos, pois o corretor vai ganhar muito por ter “só” mostrado o imóvel (que por generalização, acabam classificados como oportunistas sem conhecimento fundamentado), reforçado pelo fato de ter invariavelmente conhecido o corretor na ocasião da visita, ou seja, um único contato.
Entendo os meses anteriores à primeira venda como um investimento a médio / longo prazo, da mesma forma que ocorre quando abrimos uma loja, e, por exemplo, comprássemos um instrumento bem caro de trabalho, que me tomaria o lucro durante alguns meses, mas certamente me traria resultados futuros.
Mas o fato, é que, pouco profissionais tem isso em mente, ou pior, condições financeiras para esse investimento, o que faz com que o desespero e a ansiedade ajam com eficiência cruel; ele produz mal, de modo deficitário, com o trabalho incompleto, resultado: “fica batendo a cabeça na parede”. Vendo este gráfico, onde temos a intersecção do grátis, rápido, qualidade – me lembro dos discursos que ouvi muitas vezes de corretores: “trabalhamos de graça, vamos avaliar imóveis de graça, saímos com clientes para mostrar 20 imóveis e nada, tudo para esperar uma proposta”, e quase sempre alguém dizia: "aquele @?@?# do proprietário e comprador tão fazendo por fora" - me lembrou a intersecção: "faça você".
Por essa razão é necessário algumas medidas, para demonstrar aos cliente proprietários e compradores que seu trabalho não é gratuito e muito menos de oportunista - VOCÊ é um profissional preparado, e por essa razão faz por merecer o valor da sua comissão, se obtiver êxito, não questionarão o quanto você receberá:
- Definir qual é o objetivo?
- Perguntar por quê, pelo menos 5 vezes; se você se convencer de que é isso mesmo, faça; senão retome o quesito objetivo
- Pergunte Como? Liste uma ação de cada vez, em uma sequência lógica, possível de ser seguida.
- Coloque a resposta em forma de tópicos, e eis que você tem sua meta, desenhada em forma de passos a serem seguidos.
- E por último, eleja um coach (um parceiro, gerente – preferencialmente alguém que não hesitará em corrigir a sua trajetória) para cobrar, lembrar e medir os resultados obtidos, é de extrema importância para que o sucesso venha.
E se preocupe sempre em valorizar o trabalho, a partir de cursos de aperfeiçoamento; debates, palestras, até mesmo conversas entre outros profissionais...
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Salão imobiliário - terceiros
Atualmente vemos nas grandes imobiliárias de São Paulo, um grande número de pessoas que se aventuram no mercado a fim de conseguir realizar algum negócio milionário; e infelizmente, sem preocupação com a qualidade da prestação de serviço; eximindo-se de qualquer responsabilidade, pois o que interessa é simplesmente "fechar" o negócio e receber a farta comissão e se esbaldar no consumismo próprio de nossa época.
Em contrapartida, existem os que se aventuram por não conseguir a curto prazo uma recolocação no mercado de sua origem, e portanto, possuem uma provisão para se manter ativo muito restrito, e de certa forma, se veem em uma situação, onde, sem receber nenhum salário ou qualquer ajuda de custo, pois a empresa faz questão de esclarecer que todos são autônomos e são donos de sua empresa; se submetem a regimes que em sua essência equivalem a escravidão, cuja a Abolição da escravatura, ocorreu se eu não me engano em 13 de maio de 1888. Digo isso, pois, a empresa sob as mais variadas alegações, impõem que é necessário estar presente em tal horário, tal dia, incluindo os finais de semana, pois se assim, não o fizerem, não conseguirão receber clientes, nem tampouco vender!!!
A empresa imobiliária, em média fica com mais de 60% do valor da comissão, pois eles fornecem o café, papel higiênico, recepção (na maioria muito mal treinadas, ou treinadas para uma minoria...), sala de reunião, um espaço que mal cabe o seu notebook, uma cadeira, que te deixa com problema de coluna; ah... sim... o ar condicionado, que o seu gerente sempre diz, ou no mínimo deixa no ar: "lugar de corretor é na rua, não é no ar condicionado...". Com isso, a imobiliária alavanca para si, uma respeitável frota de veículos; pois 90% dos corretores possuem e utilizam seus veículos para trabalhar... E, aquele "novato", na esperança de vender rápido, vai para rua buscar imóveis novos e cadastrar na empresa a que se vinculou; alguns nem sequer recebem todas as chamadas, pois, sem inocência nenhuma, estamos falando de muito dinheiro, e para a empresa, importa quem vende? Importante é que um dos "seus" venda. Se você fosse o dono nesta sistemática, pensaria diferente? E, outra, qual o interesse possui qualquer empresa em ter pessoas que pensam, buscam desenvolvimento e questionam? Dá muito trabalho... Qual é a parte da imobiliária? É só a estrutura básica de um escritório? Cadastro (os imóveis estão 100% anunciados na internet, lembram-se?)? Será que deveria fornecer informações completas sobre os imóveis? Isso, para que o corretor trabalhe sua indicação, e, em contrapartida, propor uma divisão mais justa? Isso eliminaria aquela sensação de ter feito a indicação para os "queridinhos" venderem? Desta forma, os que "não caíram na graça de alguém" e "novatos" que, em tese, possuem "menos chance de vender", teriam a real oportunidade de desenvolver um trabalho responsável e aprender...
Nos propomos através da K&G Consultoria e Imóveis Boutique a promover uma nova visão de parceria entre corretores, visto que sou corretora e não imobiliária.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Como permanecer na profissão: corretor de imóveis
Após anos de experiência no mercado imobiliário, e muitas histórias para contar; posso afirmar que cada dia nesta profissão é um dia, e todos estão intimamente ligados, e diferentes entre si.
Pela observação empírica, levantamos diversas hipóteses de como começar, chegar ao meio, e principalmente finalizar bem as negociações que surgem.
Escutamos os mais antigos dizerem: primeiro você deve captar o imóvel, atrair o cliente, mostrar e entregar para seu gerente.
Escuto frequentemente, os novatos, dizerem: trabalhamos para os antigos venderem... fazemos o trabalho árduo de captar imóveis, ficar na rua no sol e na chuva, e a maioria não consegue vender. Alguns optam, em ficar literalmente plantados na imobiliária, esperando entrar um cliente porta a dentro, e preferencialmente, com o imóvel que quer comprar escolhido. Resultado: muita frustração, ausência de resultados, cobranças desnecessárias, e desistência da profissão.
Existem observações a serem feitas: muitos corretores já trilharam outros caminhos profissionais, e por razões diversas, decidem tentar a corretagem, atraídos pela grande possibilidade de altos ganhos; por ser uma profissão ainda sucateada, apresenta uma visão para leigos de ser fácil; é só ir com o cliente no imóvel, e pronto, vou receber uma comissão milionária. Lamento, informar, mas hoje a responsabilidade do corretor não é apenas mostrar, e sim, orientar, estudar, viabilizar uma negociação, à medida em que responde civil e criminalmente por informações prestadas ou omissões, no exercício da profissão. Lembrem-se daquela sua outra profissão, o quanto precisou estudar... Como todas as profissões, é necessário criar metodologias, metas mensuráveis, que não podem ser somente o valor da comissão.
Pois o que vemos hoje no mercado imobiliário são pessoas se aventurando, pra ver se cai uma comissão na cabeça, empresas imobiliárias que colocam 500 "aspirantes a corretores" pra correr atrás do próprio rabo, onde dos 500, uns 10% vendem, pra eles, ótimo, tem um cadastro forte, uma frota de 500 automóveis sem custo. Mas nisso tudo quem paga a conta é o cliente, pois recebe um serviço de pessoas despreparadas e com certeza sai com a impressão de ter pago caro por ele; pois, clientes compradores e vendedores, só creditarão confiança à medida que o profissional esteja devidamente preparado para prestar as informações corretas com o devido amparo legal.
Existem diversas ferramentas na internet, gratuitas, que podem ser utilizadas para informar e orientar, ganhando do modo correto a confiança do seu cliente. Um bom exemplo, está no site da prefeitura de São Paulo, onde é possível pesquisar a situação de um imóvel, saber se determinado ramo de negócio consegue licenciamento, entre muitas outras.
Então como eu começo? Começa na captação, solicitando a maior quantidade possível de informações; nº do cadastro de contribuinte, nº da matrícula do imóvel; com isso você pode montar um dossiê deste imóvel e terá condições de oferecê-lo a seus parceiros e/ou clientes de sua carteira e realizar uma venda profissional. Ou então, tenho um cliente que busca determinado tipo de imóvel, ligo para o proprietário, conheço o imóvel, coleto informações, no mínimo o nº de contribuinte; estudo o imóvel, monto um dossiê e apresento ao meu cliente, realizo uma intermediação profissional.
Somente através da profissionalização, é possível se manter em qualquer profissão; não é diferente da corretagem de imóveis. Agora, se você já tem sua vida ganha e o objetivo é passar o tempo, seja porque sua mulher ou marido não te suporta em casa ou você não aguenta ficar em casa, não pode ser chamado de profissional.
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