terça-feira, 1 de outubro de 2013
Como permanecer na profissão: corretor de imóveis
Após anos de experiência no mercado imobiliário, e muitas histórias para contar; posso afirmar que cada dia nesta profissão é um dia, e todos estão intimamente ligados, e diferentes entre si.
Pela observação empírica, levantamos diversas hipóteses de como começar, chegar ao meio, e principalmente finalizar bem as negociações que surgem.
Escutamos os mais antigos dizerem: primeiro você deve captar o imóvel, atrair o cliente, mostrar e entregar para seu gerente.
Escuto frequentemente, os novatos, dizerem: trabalhamos para os antigos venderem... fazemos o trabalho árduo de captar imóveis, ficar na rua no sol e na chuva, e a maioria não consegue vender. Alguns optam, em ficar literalmente plantados na imobiliária, esperando entrar um cliente porta a dentro, e preferencialmente, com o imóvel que quer comprar escolhido. Resultado: muita frustração, ausência de resultados, cobranças desnecessárias, e desistência da profissão.
Existem observações a serem feitas: muitos corretores já trilharam outros caminhos profissionais, e por razões diversas, decidem tentar a corretagem, atraídos pela grande possibilidade de altos ganhos; por ser uma profissão ainda sucateada, apresenta uma visão para leigos de ser fácil; é só ir com o cliente no imóvel, e pronto, vou receber uma comissão milionária. Lamento, informar, mas hoje a responsabilidade do corretor não é apenas mostrar, e sim, orientar, estudar, viabilizar uma negociação, à medida em que responde civil e criminalmente por informações prestadas ou omissões, no exercício da profissão. Lembrem-se daquela sua outra profissão, o quanto precisou estudar... Como todas as profissões, é necessário criar metodologias, metas mensuráveis, que não podem ser somente o valor da comissão.
Pois o que vemos hoje no mercado imobiliário são pessoas se aventurando, pra ver se cai uma comissão na cabeça, empresas imobiliárias que colocam 500 "aspirantes a corretores" pra correr atrás do próprio rabo, onde dos 500, uns 10% vendem, pra eles, ótimo, tem um cadastro forte, uma frota de 500 automóveis sem custo. Mas nisso tudo quem paga a conta é o cliente, pois recebe um serviço de pessoas despreparadas e com certeza sai com a impressão de ter pago caro por ele; pois, clientes compradores e vendedores, só creditarão confiança à medida que o profissional esteja devidamente preparado para prestar as informações corretas com o devido amparo legal.
Existem diversas ferramentas na internet, gratuitas, que podem ser utilizadas para informar e orientar, ganhando do modo correto a confiança do seu cliente. Um bom exemplo, está no site da prefeitura de São Paulo, onde é possível pesquisar a situação de um imóvel, saber se determinado ramo de negócio consegue licenciamento, entre muitas outras.
Então como eu começo? Começa na captação, solicitando a maior quantidade possível de informações; nº do cadastro de contribuinte, nº da matrícula do imóvel; com isso você pode montar um dossiê deste imóvel e terá condições de oferecê-lo a seus parceiros e/ou clientes de sua carteira e realizar uma venda profissional. Ou então, tenho um cliente que busca determinado tipo de imóvel, ligo para o proprietário, conheço o imóvel, coleto informações, no mínimo o nº de contribuinte; estudo o imóvel, monto um dossiê e apresento ao meu cliente, realizo uma intermediação profissional.
Somente através da profissionalização, é possível se manter em qualquer profissão; não é diferente da corretagem de imóveis. Agora, se você já tem sua vida ganha e o objetivo é passar o tempo, seja porque sua mulher ou marido não te suporta em casa ou você não aguenta ficar em casa, não pode ser chamado de profissional.
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