sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Salão imobiliário - terceiros
Atualmente vemos nas grandes imobiliárias de São Paulo, um grande número de pessoas que se aventuram no mercado a fim de conseguir realizar algum negócio milionário; e infelizmente, sem preocupação com a qualidade da prestação de serviço; eximindo-se de qualquer responsabilidade, pois o que interessa é simplesmente "fechar" o negócio e receber a farta comissão e se esbaldar no consumismo próprio de nossa época.
Em contrapartida, existem os que se aventuram por não conseguir a curto prazo uma recolocação no mercado de sua origem, e portanto, possuem uma provisão para se manter ativo muito restrito, e de certa forma, se veem em uma situação, onde, sem receber nenhum salário ou qualquer ajuda de custo, pois a empresa faz questão de esclarecer que todos são autônomos e são donos de sua empresa; se submetem a regimes que em sua essência equivalem a escravidão, cuja a Abolição da escravatura, ocorreu se eu não me engano em 13 de maio de 1888. Digo isso, pois, a empresa sob as mais variadas alegações, impõem que é necessário estar presente em tal horário, tal dia, incluindo os finais de semana, pois se assim, não o fizerem, não conseguirão receber clientes, nem tampouco vender!!!
A empresa imobiliária, em média fica com mais de 60% do valor da comissão, pois eles fornecem o café, papel higiênico, recepção (na maioria muito mal treinadas, ou treinadas para uma minoria...), sala de reunião, um espaço que mal cabe o seu notebook, uma cadeira, que te deixa com problema de coluna; ah... sim... o ar condicionado, que o seu gerente sempre diz, ou no mínimo deixa no ar: "lugar de corretor é na rua, não é no ar condicionado...". Com isso, a imobiliária alavanca para si, uma respeitável frota de veículos; pois 90% dos corretores possuem e utilizam seus veículos para trabalhar... E, aquele "novato", na esperança de vender rápido, vai para rua buscar imóveis novos e cadastrar na empresa a que se vinculou; alguns nem sequer recebem todas as chamadas, pois, sem inocência nenhuma, estamos falando de muito dinheiro, e para a empresa, importa quem vende? Importante é que um dos "seus" venda. Se você fosse o dono nesta sistemática, pensaria diferente? E, outra, qual o interesse possui qualquer empresa em ter pessoas que pensam, buscam desenvolvimento e questionam? Dá muito trabalho... Qual é a parte da imobiliária? É só a estrutura básica de um escritório? Cadastro (os imóveis estão 100% anunciados na internet, lembram-se?)? Será que deveria fornecer informações completas sobre os imóveis? Isso, para que o corretor trabalhe sua indicação, e, em contrapartida, propor uma divisão mais justa? Isso eliminaria aquela sensação de ter feito a indicação para os "queridinhos" venderem? Desta forma, os que "não caíram na graça de alguém" e "novatos" que, em tese, possuem "menos chance de vender", teriam a real oportunidade de desenvolver um trabalho responsável e aprender...
Nos propomos através da K&G Consultoria e Imóveis Boutique a promover uma nova visão de parceria entre corretores, visto que sou corretora e não imobiliária.
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