segunda-feira, 11 de abril de 2016

Parceria é um termo que deveria ser empregado com muito zelo, pois conforme o dicionários: "Parceria: 1 Sociedade comercial em que os sócios, parceiros ou compartes, apenas são responsáveis pelo quinhão ou parte com que entrarem e só lucram na proporção do que deram. 2 Relação de colaboração entre duas ou mais pessoas com vista à realização de um objetivo comum." Quando falamos em parceria, pressupomos que existam pelo menos dois lados, certo? E, conforme o que diz o dicionário, cada um lucra na proporção do que coloca; veja que, já ouvi, por aí: "vou fazer parceria por que?" Faço tudo sozinho, ganho sozinho... mas, não pode ver um anúncio falando em parceria que liga perguntando... Se está bom sozinho, se faz muito bem sozinho, se parceiros não somam e não melhoram o desempenho, de forma que o resultado seja multiplicado... realmente pra que fazer parceria? Mas, depois me lembrei, que escutava, quando trabalhei em imobiliária (autônomos), que a imobiliária é que tinha que dar o cliente, que o corretor não tinha que fazer captação; não precisava conhecer imóveis, nem a região, era só procurar no sistema e mostrar o imóvel, porque depois tinha o gerente para fechar e o jurídico para cuidar do aspecto comercial... Puxa, me faz refletir: o quinhão do corretor é só mostrar o imóvel? Para ser mostrador de imóvel precisa ter creci? Tudo bem, a imobiliária leva um pouco mais de 60% da comissão, mas 40% do trabalho é mostrar o imóvel? Acho que não... Ao analisarmos o item 2 da definição acima; questiono o corretor que tem pra si, receber o cliente da imobiliária, e ir mostrar o imóvel e voltar com uma proposta muitas vezes, preenchida de forma incompleta ou com valor muito abaixo (até porque muitos nem sequer conheciam o imóvel e até o agendamento da visita nunca haviam falado com o proprietário), etc... e acredita que fez a sua parte... Minha pergunta é: O objetivo não é comum? Não é necessário empenho de todos os lados da parceria? Agora, existem muitos corretores no mercado imobiliário que se empenham de verdade na profissão, e não encontram o respaldo justo e merecido nas empresas imobiliárias que os têm como parceiros; ora porque o dono, superintendente, diretor, franqueado... não conseguem vê-lo, ou estão engessados em milhares de regras ou ainda, mergulhados em suas próprias preocupações (que se misturam aos seus próprios negócios em andamento e pessoalidade)... Coloquei essas meras observações, apenas para ilustrar, que todos nós devemos pensar o termo: "parceria", e cuidar para que nosso quinhão seja justo e focado no objetivo. Baseado nisso, só consigo ver a parceria imobiliaria, quando existe um lado comercial e um lado administrativo / jurídico; com funções claramente estabelecidas... Ou existem dois corretores, um de cada lado, focado no objetivo: CONCRETIZAR o negócio imobiliário! Trabalhei durante um tempo em RH e decidi pensar o cargo: corretor de imóveis autônomo. Qual seria o desenho desta função. Segue um resumo do meu estudo: 1. Perfil comercial: sabe conversar, expressa com clareza, sabe ouvir. a) Sabe criar um rapport com o cliente, cria uma conversa, e obtém informações sobre os desejos. b) Sabe ouvir, até para entender os desejos do cliente. 2. Resiliência a) Acredita no seu trabalho e não desiste, mesmo quando existem frustrações, mantém o plantio, com a certeza de colheita. 3. Conhece seus limites a) Sabe que muitas vezes a ansiedade reina, e busca ferramentas para contornar as situações, por exemplo, utiliza o gerente como instrumento de fechamento de negócio b) Sabe que precisa estar atento ao negócio em andamento, mas tem claro, que se dedicar-se à papelada, questionamentos de advogados, partes, de um único negócio, estará perdendo tempo precioso de buscar outros; e corre o risco de não acabar não finalizando aquela única negociação 4. Está sempre atento a oportunidades, uma avaliação bem feita, uma ótima exclusividade, parcerias 5. Procura estudar, lê e mantém-se atualizado. 6. Assumiu que seu papel é comercial e que o fará com excelência.

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